quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Memórias de um texto

Hoje eu acordei sem inspiração.
Resolvi escrever as mesmas palavras de sempre,
e nenhuma fazia mais sentido.
As minhas melhores rimas não soam bem,
os meus melhores versos são pobres
e os meus piore pesadelos cada vez mais vivos!
Ando com medo;
de nunca mais acordar a noite com uma inspiração
Ando com medo;
de nunca mais escrever como eu escrevia
Ando com medo;
até de ficar com medo.

Por Rafael

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Realidades

Que futuro vai ter esse garoto?
Quando todos duvidavam,
lápis e papel em mãos
e ele escrevia; cada dia.
Das mãos do nosso mais novo poeta
saia poesia inocente.
Pobre menino, seus versos cada vez
menos coloridos;
Pobre menino, sua vida cada vez
mais cinza.

Por Rafael

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Saudades

Hoje acordei pensando em você;
cada dia.
Dos meus amores, saudade de todos.
Ao sabor das palavras
me encanto de sutil harmonia.
Dos amigos, saudade de todos.
Sentimentos diversos de uma só realidade,
mas nenhum tão injusto como a saudade.
Se você pudesse ver essas lágrimas,
são quase como as cortinas de um poeta.

Por Rafael

Irregular

Sinceramente,
ainda choro pelas lágrimas de antes.
Se perguntar, nunca vou cansar de dizer.
Porque saiu da minha vida assim;
todos os nossos dias,
as nossas músicas,
os beijos.
Se tenho certeza que são só memórias,
queria poder saber que tambem as tem.
O menina, o que aconteceu?
O que tinha de tão errados,
nos meus versos?
Respostas que nunca terei,
prefiro me contentar com as que sei.

Por Rafael

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Incertas

Cansei dessas palavras,
nenhuma faz mais sentido sem você.
A nossa música não toca mais,
nossa lua; evergonhada.
E agora?
Eu lembro dos dias que você prometia
que eu nunca precisaria te esquecer.
E agora?
A noite acordado, sonho com você,
sem ter o que fazer.
E agora?
Cada lágrima e uma carta rasgada,
e agora, eu me pergunto.
E agora?

Por Rafael