quarta-feira, 25 de julho de 2007

Uma noite sem poesia

Vamos parar com poesia, porque a vida não pode mais ser tão cheia de fachadas. Em tempos de Pan-Americano nada mais importa do que esse falso sentimento de nacionalismo, cada medalha parece aliviar a dor de um povo já tão sofrido. Assuntos como tráfico de drogas, apropriação indevida de capital alheio (a popular corrupção), má gestão dos recursos públicos, crise aérea se tornaram muito menos do que segunda opção. Manchetes e anúncios nos alertam, Brasil ganha mais medalhas, enquanto isso aviões despencam do céu sem motivo, colidem com prédios e matam centenas. Antes de gritar por um gol, antes que lágrimas escorram por vitória viremos nossas atenções à famílias que ficam sem pai, a pais que perdem seus filhos, amigos, irmãos, e a simples desconhecidos que perdem suas vidas por motivos facilmente evitáveis. Revolta que dura momentos não são o suficiente para mudar este país. Se a cada grande acontecimento o brasileiro ficar anestesiado como no Pan estamos andando em círculos, precisamos de força para lutar, começando pela acomodação que move nossos passos. E no final, quando finalmente tivermos atitude suficiente para mudanças já necessárias de longa data, podemos pensar em poesia e mascaras sociais.

Por Rafael

terça-feira, 24 de julho de 2007

Duvidas

Noites andando em voltas,
perfeita harmonia com a loucura.
Coisas estranhas tem acontecido
antes e depois da meia noite,
e eu andando pela fumaça.
Para qualquer dia
ainda sou tão inocente,
agora eu vejo coisas
que nunca tinha visto.
Não basta mais perguntar
o que é isso,
o certo seja talvez
porque isso.

Por Rafael

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Memórias de uma palavra III

Lágrimas escorrem
quando não sei mais o que fazer.
Nessa noite que penso em você,
não sei como dizer,
mas nada acabou.
Quero aqueles dias de volta,
eu sinto como se você estivesse longe.
Mentiras me consolam quando
sonho com você perto.
Milhões de palavras são ditas,
prefiro o silêncio dessa declaração.
Alguns dias,
em que me sinto triste,
fechar os olhos e lembrar de você
parece não ser o melhor a fazer.
Procuro saber quem eu sou
olho para trás,
imensidão de sombras.
Eu sempre me lembro
desses dias em que nada importa,
cada palavra marcada
profunda tristeza.
Eu não quero mais fazer isso,
não quero ouvir,
nem escrever.
Hoje eu não quero ser o que eu fui ontem,
eu não quero mais viver nesta solidão.
Eu sinto você cada vez mais distante,
passo a passo sigo em frente
mesmo sabendo que não,
nada desse mundo pode me fazer desistir de te amar!

Por Rafael

Memórias de ontem

Sonhos,
ah os sonhos.
Culpas e culpados.

Por Rafael

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Conversas de morte

Me leva daqui
desse sonho sem fim,
mundo que não o meu.
Escolho essas palavras,
me entrego a lembrar.
Tenho casa, tenho família,
não posso ir agora.
Realidade não me falta,
vivo a ceder.
Só olhe meus olhos
e escute,
pois tenho algo a dizer.
Lugar encantado,
brisa suave,
noites eternas.
Paro a pensar,
falta coragem.
Imensidão de almas,
não conheço sorrisos
nem mesmo suspiros.
Me jogo a teus pés
como última saída.

Pequeno ser,
não intendo o que queres de mim.
Sou grande, sou forte
mas chegou a sua hora,
nada posso fazer.
Venha comigo,
escreva estes versos em outro lugar.
Saiba que posso te prometer
o que quiser.

Para que lágrimas
se não há quem enxuga-las,
então me prometa este lugar
estas florestas,
que só aqui há.
Andei sem direção,
não me culpe pelo que fiz
Vida sofrida.
Aqueles passos de que tanto fala
fui enganado, não sei o caminho.
Solidão que me persegue,
por favor,
me de uma chance.

Por mares,
tire essas palavras de seus versos
amigo sonhador
perdeu o destino,
a vida é para poucos.
Nessas florestas,
que ontem andava destraido.
Perdeu e foi perdido.
Amigo tenho que te dizer,
não se procure nestes corações,
a culpa é tua,
andou ao longe
sofreu a quem te ama.
Por céus,
mergulhe nestas águas sem fim,
pede a outro piedade.
Sou raio, sou trovão,
pedra do seu reino
a que nada pode afetar.
Moro neste lado quente
a que você há de me acompanhar,
Não quero lamentos.
Sou terra, sou mar
tudo aquilo de pior você pode encontrar.

Entre eu e aquele dia
me perco em palavras,
passos tristes ao passado.
As últimas lágrimas
de decepção,
toda aquela denotação,
agora dúvida.
Marco palavras sem vida,
sem cor
Profunda tristeza,
meu senhor.
Quero vida,
voltar a andar por este mundo.
E se de novo meu rumo
não encontrar,
peço que volte a me atormentar.

Queres me convencer
que não é tua hora de morrer.
Já disse e repito,
Sou terra, sou mar
tudo aquilo de pior você pode encontrar.
Criatura sem sentido,
não sei a que motivo se bota a conversar
tem destino traçado
além deste mar.
è amigo,
acaba aqui sua última esperança.
Não se demore com estes versos,
a outro lugar vou te levar.
A estes que tanto diz amar,
suas memórias há de marcar.

Se não há saídas,
que antes passe
por meus olhos,
as lembranças dos meus dias.
Senhor do destino,
não me tire esta vida,
que é a minha última.
Vou a outro lugar,
mudar estes versos
a te agradar.
Sou homem, sou pai
e se dessa terra
você quiser me tirar,
digo que não saio.

Não meu amigo,
você não tem essa chance
Nesta vida tão sofrida
errou,
agora é tarde.
Quando choras
em cima de suas palavras,
parece pronto.
Vendo a morte de perto,
sem essas ilusões antes
contruidas,
permanece em silêncio.
Grande amigo, declaro-te
Morto!

Por Rafael

domingo, 8 de julho de 2007

Anjo do mar

É ela
menina que sonha,
encanta.
Doce anjo sem assas
Se em teus olhos me perco,
um sorriso deliro.
Sem sentido,
faltam palavras
Minhas mãos já tremulas
lutam em desenhar estas letras.
Dizer que assim me sinto ao seu lado,
como a brisa do mar
que rompe o silêncio de uma declaração.
Cada segundo parece viver uma
eternidade.
E se o tempo parece pouco
culpa do destino
Se muito,
vou pedir para que volte
Meu anjo dos olhos cor de mar.

Por Rafael

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Sem sentido

Versos e palavras
que já não fazem sentido,
aqueles sonhos
que já viraram poesia.
Não tenho muito tempo,
escrevo nessa escuridão
A dias me entrego a solidão.
Palavras sem alma,
acabo com as entre linhas.
Só restam rabiscos,
volto a sonhar.

Por Rafael

segunda-feira, 2 de julho de 2007

O dia depois de amanhã

Fico inquieto,
espero sem calma aqueles segundos.
Se não for hoje,
quem sabe amanha
Porque se esse dia não termina,
acaba comigo.
Já ando por aquele lado,
sinto saudade
Aquela palavra que eu não disse,
daquele verso que eu não escrevi.
Completo descompasso da vida
levou minha ilusão embora,
aquele sonho que agora vejo realidade.
Amanha será um novo dia,
para um velho homem
que se antes venceu muitas batalhas,
se entrega a margem esquecido.
Me contento naquele fim
das palavras já ditas por mim.
De todos os dias,
de todas as incertas
como se preparar para o ultimo deles.
Se as palavras que ficam,
então essas que sejam eternas
porque eu não sou.

Por Rafael