quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Cem títulos III

Escrevo poesia inconsequente.
Os mesmos versos, agora verdes, azuis e amarelos.
Escrevo cem palavras,
até mais;
Que eu mesmo criei,
em um lugar tão seguro que nem eu sei.
As noites ficam claras, e eu, paro.

Por Rafael

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cem títulos II

Cem;
Pode ser um grande número se eu tiver cem anos,
ou um bem pequenininho se eu tiver cem grãozinhos de areia.
Cem com "c" podem ser muitos e sem com "s" quase nada,
estou confuso ainda qual cem usar;
Hoje eu te digo,
cem dias é o que preciso, mas sem palavras novas.

Por Rafael

Cem títulos I

Poucas palavras podem até não fazer sentido para você;
Mas ao longo desses anos
remontam diversas histórias.
De tempos em tempos a capacidade deste pseudo poeta
de produzir belas rimas parece ter desaparecido,
e no final são só movimentos de revolução.
Hoje eu não sei exatamente o que muda,
nem posso te contar quando termina;
Mas de uma coisa você pode ter certeza,
ainda és minha musa.

Por Rafael

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ao vento

Amigo Vento,
venho hoje jogar estas palavras ao seu resguardo
na esperança de que um dia voltem em forma de poesia.
Aquela menina já diversas vezes idealizada,
agora tão esquecida.
Querido amigo Vento, te culpo por tantas incertas da vida;
Andar contigo é arriscado,
saudade de tudo o que me levou.
Mas não posso ser injusto,
por mais que esses versos não rimem,
são novos; Obrigado!

Por Rafael

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Capítulo III

Nesse mais um aniversário,
nada fazia tão pouco sentido quanto aquelas pessoas.
Com direito a um parabéns sem graça, nem hoje,
no seu aniversário, conseguiu entender tantos porquês.

Caminhando pelo cantinho da rua de barro,
o olhar sempre baixo, como de costume;
Foi ver o pôr-do-sol,
depois dos últimos raios, nunca mais teria doze anos.

Algo me diz que em breve nosso menino vai mais longe
do que 3 barracos rua a cima.
(Esperança; Ah esperança.)
Vontade não falta, as poucas palavras que conhece
já provocam desejos,
os poucos passos que deu, inspiram os próximos.

Por Rafael

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Capítulo II

Hoje nosso amigo passou horas sentado,
observando pessoas caminhando.
A música ao fundo, tantas pessoas;
Invisível, acredito que ele é invisível.
Pode não passar de um dia de reflexão,
mas não para alguém tão pequeno na escola.
Sua diversão não era com os amigos,
e seus professores desconfiavam das suas atitudes.
Os médicos diziam que era normal,
podia talvez ser só tímido;
Mas não, algo diferente certamente o afligia.
Alguns perguntam, aonde esta a poesia,
típica dos seus textos.
Como alguém pode rimar esses versos frio?
Apesar de não saber escrever ainda,
tinha um olhar hipnotizador e profundo.

Os dias poderiam ser mais coloridos,
mas se a vida ficou cinza
ele mesmo a coloriu no seu mundo.
Um solitário tão feliz
que incomodava.
Alguém precisa de uma solução,
cadê?

Por Rafael

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Capítulo I

Escrever envolve uma série de hábitos,
muito mais do que a velha caneta e as folhas amarelas;
Os sentimentos certos e o olhar caído.
Essa nova fase, vem sem formatos pré definidos,
as linhas vão seguindo e o fôlego se perdendo.
Quem diria, que seria tão difícil recomeçar;
A vida, o texto, e os velhos sonhos, as sem-razões da minha vida.

O inicio foi difícil,
eram épocas menos abonadas, mas jamais menos criativas.
Os dias passavam, e ele não tinha muitas esperanças, é verdade,
mas também, não o culpo, jovem, inseguro, diferente.
Parecia ter sido escolhido a dedo, era ele o nosso menino.
O que aqueles pés descalços jamais perderiam;
Inocência, as cores da infância.
E como não podia faltar, os problemas de relacionamento e
a pouca sorte que tivera.
O que o futuro guarda para ele,
não compensa a angustia do presente;
Mas vamos com calma, que este, é apenas o começo.

Por Rafael

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sobre hoje

O sobre hoje vem contar dos sonhos,
mais do que contar;
São tantos e tão vagos,
hoje eu queria ser um super herói
e amanhã provavelmente apenas eu.
Conquistar o mundo é fácil,
tão quanto perder o controle.
E assim a gente vive,
vivendo de dia e sonhando a noite.

Por Rafael

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sobre hoje

Terminar o mês sem nenhuma palavra
é pura falta de inspiração.
Sobre hoje,
são mais alguns traços de se escrever todo dia.
Deixando de lado os lamentos,
e seguindo às reflexões noturnas;
Ainda caminhando para decifrar tantas páginas em branco,
que por ironia do tempo, amarelas.
Aos olhos quase fechados, vou dar uma folga.
Boa noite!

Por Rafael

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cinco minutos e dois dedos de prosa II

Não; Não é o fim do mundo.
Talvez seja o final da alegria,
algo como não ter tantas razões mais para te escrever.
Não que isso seja o fim do versos,
nem do mundo, nem de nós.
São apenas sentimentos do momento,
algo que uma boa noite de sono espanta.
Pois então, boa noite.

Por Rafael

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dois ou três versos rápidos II

Buscando sempre versos perfeitos,
ao ponto de ser insensato
e não perceber quão perto estou deles.
Vou além, em um momento de reflexão,
e diria que todos são perfeitos;
Ainda tentando escrever dois ou três versos rápido
que façam sentido,
diria que essas vidas de muitos sentidos,
são versos muito sem graça.

Por Rafael

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Cinco minutos e dois dedos de prosa

Continuo escrevendo uma linha por dia,
e nessas muitas linhas;
Nenhuma tão inesquecível quanto você.
As incontáveis histórias
agora na memórias;
Esses dias que penso em você,
cinco minutos e dois dedos de prosa.
Lágrimas.

Por Rafael

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dois ou três versos rápidos

Todas essas questões sobre o futuro;
Simples,
será que não posso escrever pra sempre?
Seria imensamente mais fácil
fugir para as montanhas, ter uma casinha na beira de um lago,
escrever dois ou três versos rápidos.
E assim, viver de sonhos.
Simples,
será que não posso ser feliz pra sempre?

Por Rafael

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Reflexão do dia III

Porque será que nessas noites tão vagas,
eu vago sem inspiração;
Aonde antes eu escrevia alguns versos,
hoje, só memórias.
Todos esses dias sem escrever,
as palavras voam alem do meu alcance.
Aonde antes eu via emoção,
hoje são só pássaros sem intenção.
Muitos são os motivos,
que me levariam a bons textos;
Só que hoje,
paro nas reflexões.

Por Rafael

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Reflexão do dia II

As noite seguem os dias,
e os sonhos seguem as noites.
Essa ordem natural não me agrada mais;

Quero dias cheios de sonhos,
e você a noite.

A reflexão de hoje são os erros de ontem,
os tantos porquês perdidos.
E a vida, segue por dias e noites,
em sonhos e reflexões.

Por Rafael

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Reflexão do dia

Nessas palavras de hoje,
procuro entender o porque dessa ausência.
Vários são os motivos de juntar essas palavras,
e bem no meio dos versos, elas somem.
Será que acabou, aquele vulcão de ideias quentes,
agora não passa de pedra fria.
Ainda sem sentido, a muito venho os procurando;
E cada vez mais, vejo que faz sentido não o tê-lo.

Por Rafael

domingo, 5 de julho de 2009

Memórias de uma palavra IX

Vou continuar a brincar com a falta de bons motivos,
escrevendo sem rumo, uma história sem fim.
As noites são como os dias,
com mais amores, mais histórias; Mais segredos.
Algumas recheadas de palavras,
outras em profunda recessão poética.
Nesses últimos dias,
de frustração a poesia; Questão de ponto de vista.

Por Rafael

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Memórias de uma palavra VIII

Meus motivos não são conhecidos,
essa falta de palavras
e a volta dos amores idealizados,
parecem a mesma história.

E agora josé!?
Tantos mares, e lugares.
E eu aqui.

Sem saber o que escrever,
eu vou dedicando meus minutos a música clássica,
meus dias a poesia;
E minha vida a você.

Por Rafael

domingo, 14 de junho de 2009

Motivos e reflexões

Precisando de um bom motivo pra escrever,
quer ser meu bom motivo?
Voltando aos ritmos clássicos e versos inocente,
quando você era apenas idealizada.
Nessa vida de histórias complicadas,
não quero ser só mais um.
E todos esses dias sem nenhuma palavra,
reflexões para as futuras.

Por Rafael

sábado, 30 de maio de 2009

Indiretas diretissimas

É verdade que a vida tem dado algumas voltas,
e que provavelmente isso vá afetar profundamente meus escritos.
Que não com menos emoção,
mas com certa dose de irreverência,
vão fugir um pouco ao padrão dessa salada literária.
Vamos colocar um pouco mais de emoção,
um tanto de velocidade, e uma pitada de risco.
E pronto, temos momentos de pura adrenalina,
que sempre terminam em um grande sorriso.
Se você quer me conhecer,
vem comigo e não vai se arrepender.

Por Rafael

terça-feira, 26 de maio de 2009

Novos dias

Eu gosto de dias como hoje,
poucas palavras e muitas rimas.
Indiretas;
As nossas brincadeiras nunca foram tão verdadeiras.
Menina dos olhares,
ah os olhares.
Sobre o tempo;
O mundo que pare
e dê duas voltas,
você é mais importante!

Por Rafael

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Capítulo X

"Sobre as palavras e os versos;
Dedicados aos pequenos pedaços do meu mundinho;
que aos poucos eu vou recolhendo e seguindo o meu caminho."

As últimas palavras são sempre as mais difíceis;
Poucas linhas e o fim, logo ali.
A esses muitos momentos de poesia,
saudade das confusões literárias do nosso amigo eu-lírico.

O final pode ser feliz, ou triste.
Podemos casar o personagem, matá-lo, ou deixá-lo aonde está.
Ao menos podemos viver um pouco desses versos,
que tanto contam a história desse menino.

O final da sua história é longo,
e mereceria mais alguns bons capítulos.
Mas vou manter a subjetividade dessa série,
e aguçar a imaginação de vocês.

Depois que esse texto termina,
nosso amigo publica o seu primeiro livro,
e com ele uma grande carreira como escritor.
Enquanto seus versos são lidos por esse mundo a fora,
seus amores, ainda idealizados,
nunca que poderiam acontecer.

Anos depois, com uma coleção de livros escritos,
e alguns cabelos brancos,
termina os seus dias como poeta solitário.
Bem longe dos grandes centros e das muitas pessoas
que não aprendeu a conviver.
O nosso menino sonhador, perdeu o encanto da vida,
suas lágrimas não tem a emoção de antes,
as folhas em branco, podem ficar anos em branco.
Mas os sonhos,
esses ainda orquestram os dias e as noites
e todos os seus tons coloridos.

Assim, termino estas muitas palavras,
com mais uma mensagem do nosso eterno menino.

"Escrevo poesia inconsequente.
Os mesmos versos, agora verdes, azuis e amarelos.
Escrevo arte,
até mais, realidade.
As noites ficam claras, e eu, paro."

Por Rafael

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Capítulo IX

De frente para o Central Park,
foi aonde decidiu morar.
Inspiração nunca mais seria o problema,
com uma bela paisagem.
E nesses muitos dias de mudanças,
muitas lembranças e poucos versos.

O lugar era grande, e seu maior desejo,
uma pequena mesa em frente a janela estava lá.
Nesse momento,
sentado de frente para melhor vista do apartamento;
Se permite pensar.

"Vou escrever meus medos,
aprofundar aqueles desejos.
Fazer poesia dos versos,
procurar nos seus traços
outros sorrisos."

E aquela menina que ficou no passado;
Nada o ajudou a se aproximar dela,
quando seus versos conseguiram, não sabia o que fazer;
Seu amor era idealizado demais para acontecer.

"Se eu tivesse uma última chance,
erraria tudo de novo.
Me apaixonei por um sonho,
talvez você nem exista."

Sentia saudade do pai,
homem frio, ausente.
Mas foi a única pessoa que o amou nessa vida.
Muitos foram as noites o esperando,
ainda olha pra porta para ver se não é ele chegando.

"Declaro aos ventos meus versos,
na esperança que estes soprem até você.
E se cada silêncio se estender a eternidade,
minhas palavras é que não vão se perder."

Depois de tanto pensar sobre a sua vida,
nenhuma linha.
Mas as lágrimas, velhas companheiras.

"Levo meus próximos infinitos segundos
caçando estrelas,
e perdendo os meus caminhos."

Seu sorriso engana os de fora,
ninguém pode imaginar o que se passa com esse menino.
Como alguém pode se sentir tão rejeitado em seu próprio mundo,
ao ponto de ter que criar um inteiramente novo,
de versos.
No seu montinho de sonhos e palavras, completamente fechado a estranhos,
nada é tão colorido quanto deveria,
mas nesse espaço, e só ai, pode finalmente ser feliz.

Por Rafael

terça-feira, 28 de abril de 2009

Capítulo VIII

Imagino o quanto esse menino esta perdido,
por mais solitário que fosse, ainda assim, precisava de alguém.
Passo os meus dias de escritor,
a observar os dele, de poeta.
Essa distancia do mundo reservaram seus piores dias;
E seus melhores versos.

"Quando os ventos mudam de cor
os movimentos mudam os sentimentos,
aqueles em preto
agora dançam perfeitos."

Toda a frieza de emoções,
visões perfeitas da realidade imaginada.
Aos que não entendem a arrumação dessas palavras,
nunca terão a sensibilidade pra acompanhar essa história.
Seus dias são vazios, o tempo não passa,
os sentimentos se perdem,
fugindo do seu eu-lírico e seus escândalos literários.
A vida provou ser seu maior desafio,
não sabia como lidar com tantos sentimentos,
que por varias vezes foram motivo de surtos.
De olhos fechados sonhava;

"O meu pai, porque me deixou;
Queria eu ter a sorte de conhecer a vida além da minha"

As confusões e falta de novidades,
o fazem cair em uma crise de criatividade.
Achei que esse seria o último texto,
que nunca mais escreveria.
E aos poucos percebi que não era a vida que ele queria,
seus sonhos são escuros,
e neles, invariavelmente morre.

Perdido em seu próprio mundo,
escreve o seu livro como se alguém um dia fosse o ler.
Todas essas páginas amareladas,
se perdem em versos.
Nesses dias de poeta,
cada segundo parece estar mais perto do fim,
talvez agora seja o fim.

Suas últimas palavras são em silêncio,
impossível perceber o quão complexo é o nosso menino.
Sem explicação, decide se afastar.
Mas isso, é assunto para outros capítulos.

Por Rafael

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Capítulo VII

Simples nunca foi uma palavra do seu dicionário.
Aos dezesseis não sabia que rumo tomar,
e estava sozinho.
Na verdade ele nunca soube explicar o que sentia,
nem sabia se na verdade vivia,
quem sabe tivesse a sorte de ter esquecido de acordar.
Uma vida de tristes alegrias solitárias,
seus versos o mantinham vivo, e nada mais.

"E agora eu pareço querer reeditar meu próprio mundo;
Se o mar for o destino,
por favor entenda a necessidade dessa alma de voar.
Pois se antes a vida parecia ser só a busca de rimas,
hoje me parece bastante mais complexo."

Incontáveis sonhos, assim como qualquer outro,
gostaria de ter pais e alguns amigos.
Quem sabe até uma vida comum;
Comum, era tudo o que sempre quis ser.

"De trás pra frente;
Versos até inteligentes,
o poeta dos sentimentos, do eu-lírico."

Os vários dias e noites de profunda reflexão,
não necessariamente o ajudam a entender melhor o seu mundo,
mas com certeza produziam belos textos e
longos períodos de profunda tristeza.
O futuro parecia ser algo inatingível,
e tudo o que ele queria era sair por esse mundo,
conhecer todos os seus lugares e passar a vida escrevendo.
Decidiu que se mudaria,
queria morar sozinho, em outro lugar,
longe das suas memórias;
Agora, e só agora percebeu o quão difícil seria esperar
seu pai na escada,
e ele nunca mais chegar.

Por Rafael